| Postado por: Nelson Niero Seção: Ações, B3, BM&FBovespa, Derivativos, Empresas, Mercado de capitais, Política

Dos males, o melhor

A guerra declarada entre Michel Temer e Joesley Batista pode ter um efeito colateral benéfico para os pequenos investidores: a valorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo informa a repórter Andrea Jubé no Valor de hoje, o Planalto vai ter um protagonismo maior na escolha do novo presidente da autarquia, que é vinculada ao Ministério da Fazenda.

A lei de 1976 que criou a CVM prevê que o presidente da República seja responsável pela nomeação da diretoria, mas o que acontecia na prática era que escolha ficava à cargo do ministro da Fazenda.

A intenção pode não estar entre as mais puras, mas esse interesse é mais uma sinalização, depois dos superpoderes dados pela MP 784, de que a CVM entrou, mesmo que por vias tortas, na pauta de prioridades do governo. Talvez haja aí uma chance única de reforçar o que é conhecido como "o menor orçamento da União”.