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A regra Meirelles

Por Mário Mesquita

Após o lançamento das primeiras iniciativas de política fiscal do governo Temer, os analistas independentes voltaram-se a calcular se a relação entre a dívida pública e o PIB vai se estabilizar e quando - existindo consenso que, sem ações corretivas, não há estabilização no horizonte. Esse deve ser o ponto de partida de qualquer análise isenta sobre o endividamento público brasileiro: a alternativa ao ajuste é a perda de controle sobre a capacidade de administrar a dívida, com riscos evidentes para os milhões de poupadores e pensionistas cuja aposentadoria depende da solvência do Estado.