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Ibovespa acompanha bolsas americanas e fecha semana em alta

Por Chrystiane Silva | Valor

SÃO PAULO  -  Em uma semana marcada pelo risco de um conflito entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, o Ibovespa oscilou, mas encerrou a semana com alta acumulada de 0,69%. Hoje, o índice ganhou 0,55% aos 67.359 pontos, acompanhando o desempenho positivo das bolsas americanas. O giro financeiro, no entanto, foi considerado fraco, de R$ 5,7 bilhões, abaixo da média diária do mês, que é de R$ 5,8 bilhões.

De acordo com operadores, depois de recordes consecutivos de alta, as bolsas americanas procuravam um fator para realização de lucros e encontraram o risco de um conflito geopolítico. Hoje, as bolsas voltaram a subir e o S&P 500 ganhou 0,13%, o Nasdaq teve alta de 0,64% e o Dow Jones subiu 0,07%.

O mercado de ações brasileiro teve um movimento de negócios determinado também pela divulgação de balanços trimestrais e notícias corporativas. Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficaram com os papéis ON da JBS, que subiram 5,66%, seguido das ações ON da Kroton, com alta de 5,33%, e da BRF, com valorização de 5,26%. “Apesar do clima de incerteza, o investidor está resistente para se desfazer das ações”, diz Christian Laubenheimer, gestor da Platinum Investimentos.

A JBS deve divulgar o balanço financeiro do segundo trimestre na próxima semana e o resultado deve ser positivo, na avaliação de operadores. A empresa também se beneficia da renegociação da dívida com bancos e do plano de venda de ativos para reduzir o endividamento. Na semana, o preço do papel subiu 7,28% e chegou a R$ 8,40, bem perto dos R$ 9,50 do dia 17 de maio, início da crise política, com a delação de executivos do grupo.

Já a ação da BRF subiu com o anúncio da criação de uma nova marca de produtos. Ontem, a empresa divulgou que teve prejuízo líquido de R$ 167,311 milhões no segundo trimestre do ano. No mesmo período de 2016, a empresa havia lucrado R$ 31 milhões.

Na safra de divulgação de balanços, a Kroton anunciou que teve lucro líquido de R$ 547,15 milhões no segundo trimestre, alta de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os papéis do setor de commodities, as principais ações - Vale e Petrobras - fecharam em baixa. Os papéis da Petrobras destoaram do movimento de alta do preço do petróleo no mercado internacional. Os contratos futuros WTI com vencimento em setembro subiram 0,5%, a US$ 48,82 o barril. Aqui, os papéis PN da estatal recuaram 1,82% e as ações ON tiveram baixa de 0,81%.

As ações da Vale caíram seguindo o recuo do preço do minério no mercado internacional. A tonelada do produto teve desvalorização de 1,94%, para US$ 75,19 a tonelada, em Qingdao. Os papéis PNA recuaram 1,44% e as ações ON cederam 2,22%. Hoje foi o último dia para que os acionistas da mineradora fizessem a adesão à troca de ações PNA por ON. Em relatório distribuído a clientes, os analistas do Credit Suisse estimaram que as ações ordinárias teriam uma forte alta no pregão desta sexta-feira.

Ontem, a Vale divulgou, em fato relevante, que os resultados parciais indicam que já havia sido superado o percentual mínimo de 54,09% das ações preferenciais em circulação para conversão voluntária em papéis ordinários.

(Chrystiane Silva | Valor)