BB espera estabilidade na inadimplência no segundo semestre

Por Vinícius Pinheiro e Talita Moreira | Valor

SÃO PAULO  -  O presidente do Banco do Brasil (BB), Paulo Caffarelli, afirmou esperar estabilidade da inadimplência no segundo semestre de 2017 depois do pico apresentado no trimestre encerrado em junho.

“A formação da inadimplência do banco está em trajetória completamente diferente”, disse o executivo em entrevista a jornalistas.

Caffarelli observou que o BB tem um grande volume de empréstimos a micro e pequenas empresas, “que foram as menos resilientes à crise”. Por isso, é natural que a instituição sinta esse impacto mais do que outras instituições, afirmou.

A inadimplência do banco também foi afetada por casos pontuais de grandes empresas, disse o executivo, sem dar detalhes.

Márcio Hamilton Ferreira, vice-presidente de controles internos e de riscos, acrescentou que o aumento na taxa de calotes já era esperado, mas destacou que houve melhora no indicador de atrasos de 15 a 90 dias. “A gente está bastante confiante em que a carteira sinaliza indicadores menores daqui para a frente”, observou.

Segundo Hamilton, o banco vem priorizando linhas de menor risco - como recebíveis em pessoa jurídica, por exemplo.

Caffarelli destacou que a crise passou de 20 trimestres e lembrou que, nesse processo, mais de 4 mil empresas pediram recuperação judicial, contra 400 em 2009.

“Agora está ocorrendo retomada de forma consistente”, ressaltou.

O BB fechou o segundo trimestre com 4,11% de inadimplência em sua carteira de crédito, ante 3,89% em março.