Baldwin revive na América

Por Helena Celestino | Para o Valor, de Nova York

O tempo dele é agora. Trinta anos depois de morto, James Baldwin é redescoberto e torna-se a consciência crítica dos EUA, ou pelo menos daquela América inconformada com os caminhos do país de Donald Trump. Os livros do romancista, filósofo, poeta, militante negro e gay, todos reeditados, estão nas vitrines ou em destaque nas livrarias de Nova York e voam das estantes como se fossem lançamentos. "The Fire Next Time", texto de 1963, acaba de virar livro de arte - lançado pela Taschen - com 1.963 cópias numeradas, em que a apaixonada narrativa de Baldwin sobre as relações raciais é materializada nas cem fotos de Steve Schapiro, companheiro de viagem do escritor pelo Sul dos EUA, os dois a serviço da revista "Life".